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Racismo é um mecanismo complexo, que cria vulnerabilidade e poder, por Silvio de Almeida

"Não existe racismo que não seja estrutural. Ele é um mecanismo muito complexo que cria, de um lado, vulnerabilidade, e, de outro, poder. Não existe racismo fora de uma relação de poder. Ele depende de estruturas sociais para que a discriminação continue sendo sistêmica", analisa o jurista e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), Silvio Luiz de Almeida, em entrevista ao UM BRASIL - uma iniciativa da FecomercioSP. Ele enfatiza que o racismo não se isola em um ato de violência, mas cria um sistema em que alguns são beneficiados, e outros, prejudicados socialmente. Almeida caracteriza essa estrutura como sendo constituída de Estado, ideologia, Direito e economia. "É preciso ter mecanismos estatais funcionando, mecanismos ideológicos, para reproduzir esse imaginário social sobre o comportamento de pessoas de grupos racializados. É preciso ter mecanismos jurídicos que irão estabelecer o limite do comportamento das pessoas que pertencem a determinados grupos, e é preciso também mecanismos e estruturas econômicas." Ele enfatiza que essas estruturas, funcionando de maneira afinada, permitem que haja o racismo sistêmico. Na entrevista, o professor explica o sistema de vantagens e desvantagens sociais ao lembrar que as pessoas que ocupam cargos públicos, com maior remuneração, em sua maioria, são brancas. "Se todo mundo é igual, se todo mundo convive bem e não há nenhuma barreira para os negros, como explicar que só os brancos estão em posição de poder e destaque? Que só há brancos ali? A única forma de se criar esse discurso, e conseguir lidar com a tensão, é [pela] meritocracia, ou seja, [dizer que] a pessoa chegou lá porque teve mais mérito", critica.


Raça e Racismo no Brasil | Carlos Medeiros

Os negros foram condenados à escravidão durante séculos por diversas sociedades em todo o mundo. Hoje, a escravidão é considerada um ato repulsivo e intolerável; mas os vestígios deixados por ela ao longo da história estão espalhados por aí. Exclusão, preconceito e discriminação são algumas das realidades enfrentadas até hoje. Neste programa, o jornalista Carlos Medeiros conversa sobre raça e racismo. Programa exibido em 12/06/2016 


BBC - Racismo Científico, Darwinismo Social e Eugenia


Njinga Rainha de Angola

Njinga, Rainha de Angola é um filme biográfico angolano realizado por Sérgio Graciano e escrito por Joana Jorge. O filme conta a história da guerreira africana Ana de Sousa. Foi lançado nos cinemas angolanos a 8 de Novembro de 2013. No Brasil foi exibido a 12 de Março de 2014 e em Portugal a 10 de Julho de 2014. 


As Guerras de Palmares

A história do Brasil passa, e muito, pela história da escravidão. Cerca de 12 milhões de negros foram arrastados de suas terras e trazidos como escravos para trabalhar no Brasil e formar essa nação. O 2º Episódio da série conta como, durante o período de escravidão, negros de todas as etnias em um grito de liberdade fogem dos engenhos para se refugiarem em Quilombos. O nascimento de Palmares e as comunidades afro-indígenas. A ascensão e os mais de 100 anos de luta e resistência dos Quilombos. Quem foi Zumbi e a luta contra a Coroa Portuguesa. Os Bandeirantes e as batalhas pela queda de Palmares.