Rainha Kahina

06/06/2020

Kahina (do século VII e.c.) foi uma rainha guerreira e vidente berbere (imazighen) que liderou seu povo contra a invasão árabe no norte da África no século VII da era comum. Ela é conhecida com al-Kahina, Dihya al-Kahina, Dahlia, Daya e Dahia-al-Kahina. Seu nome de nascença era Dihya, ou alguma variação dessa palavra ("a bela gazela" no idioma tamazight dos imazighen) enquanto "Kahina" é um título árabe que significa "profetisa", "vidente" ou "bruxa". Dizem que ela tinha poderes sobrenaturais que a permitiam prever o futuro. Apesar dela ser uma campeã do povo imazighen nativo norte-africano, ela é mais conhecida pelo título que recebeu de seus inimigos árabes: al-Kahina.

Ela era a filha (ou a sobrinha) do rei berbere Aksel (falecido em 688 e.c., também conhecido como Kusaila, Caecilius, Kusiela), que era um famoso combatente da resistência do povo imazighen (também conhecido com os amazigh, "o povo livre", o nome nativo dos berberes). Sabe-se pouco sobre a vida dela fora de seu conflito com o líder árabe muçulmano Hasan ibn al Nu'man (falecido em 710 e.c.), que fez uma empreitada com seu exército omíada na África do Norte.

Kahina derrotou Hasan e o expulsou da região mais de uma vez. A lenda diz que ela empregava uma estratégia de terra queimada - que consiste em destruir as próprias terras - para impedir que os muçulmanos conquistadores obtivessem qualquer coisa de valia, e essa política resultou numa queda no apoio que tinha do seu povo. É possível, no entanto, que os exércitos árabes tenham empregado a tática da terra queimada e os autores árabes tenham posteriormente atribuído a destruição da terra a Kahina.

Em sua última batalha contra Hasan, muitos dos que eram seus aliados lutaram contra ela. No comando de um exército muito diminuído contra um inimigo de números muito maiores, Kahina foi derrotada. Ou morreu em batalha, ou tomou veneno para evitar ser capturada ou foi aprisionada e, mais tarde, executada. Não se sabe ao certo em que ano faleceu. Os anos atribuídos à morte dela variam entre 698, 702 e 705 e.c., apesar de as evidências históricas indicarem que a data de 698 e.c. seja muito prematura e que a última batalha dela tenha sido em 702 ou 705 e.c.

A Lenda e a Juventude da Rainha

Só conhecemos a vida de Kahina por meio dos escritos posteriores dos historiadores árabes sobre a conquista islâmica da África. Os relatos desses historiadores, tal como outros relatos, afirmam que ela era uma feiticeira judia que descendia da comunidade de Beta Israel, de judeus etiópios. Dizem que ela fazia parte da realeza da tribo dos Jarawa, dentro da confederação maior, conhecida como a Tribo Zenata da Maurtitânia; uma princesa que se tornou rainha e reinou sobre um estado autônomo na região das montanhas Aurés, onde hoje é o nordeste da Argélia.

Contudo, algumas fontes dizem que Kahina era cristã e que ela tinha como fonte de poder um ícone cristão. Outras dizem que ela praticava a religião nativa Numídia, que incluía a adoração do sol, da lua e a veneração de ancestrais. A alegação acerca do poder de profecia dela é relacionada a esta crença antiga onde os deuses ou os espíritos dos mortos podiam se comunicar com certos membros da tribo que tinham um dom de profecia.

As lendas indicam que ela era capaz de se comunicar com pássaros, que a avisavam dos exércitos dos inimigos. Essa história pode ter sido criada para explicar a alegação de que ela tinha o dom de profetisa. As lendas também dizem que certa vez ela se casou com um tirano que perseguia o povo dela e o assassinou na noite do casamento.

Embora ela seja chamada normalmente de "Rainha Berbere", o povo nativo da região a conhece como Imazighen, que é o termo mais correto. O estudioso Ethan Malveaux comenta:

"A palavra 'berbere' foi derivada da palavra grega Kapes Bap Bapo`owoi, que significa selvagem (também é a origem da palavra 'barbárie', 'bárbaro' ou 'barbary' no idioma inglês); os árabes adotaram a denominação para estas tribos africanas que já estiveram sob o domínio dos romanos antigos e que (antes da conquista islâmica), tinham conquistado uma semiautonomia no Império Bizantino." (171-172)

Um desses estados semiautônomos era o reino da tribo dos Zenata, que pode ter feito parte de uma coalizão maior entre os imazighens da região.

Kahina costuma ser descrita como alta e de "grandes cabelos", o que, no geral, se interpreta que significa que ela deixava seus cabelos longos e os prendia com dreadlocks (penteado que se assemelha ao dos rastafari). Apesar de artistas posteriores a terem representado com a pele clara ou mesmo branca, Kahina era uma rainha negra e africana e teria se vestido com os trajes da realeza da Numídia antiga: túnica ou manto largos com sandálias e, às vezes, um cinto.

Numídia e Roma

A Numídia, como reino unificado, se desenvolveu entre 202 e 40 a.e.c. Mas a história e a cultura da região são muito mais antigas. É considerada o primeiro estado imazighen estabelecido no norte da África e foi fundada pelo rei Masinissa (reinou por volta de 202 - 148 a.e.c.) logo após a Segunda Guerra Púnica (218 - 202 a.e.c.) entre Roma e Cartago.

As duas tribos principais eram conhecidas como os Masaesyli ao oeste, e os Massylii ao leste. Apesar desses povos costumarem ser chamados de "tribos", eles podem ter sido coalizões de tribos diferentes, sob a liderança dos respectivos chefes. Masinissa uniu essas tribos sob o Reino da Numídia que foi repartido entre a Mauritânia e Roma após a Guerra Jugurtina (112 - 104 a.e.c.), que foi iniciada por Jugurtha (r. 118 - 105 a.e.c), neto de Masinissa, contra Roma.

Estando numa província de Roma, os imazighen se envolveram na Guerra Civil Romana entre Júlio Caesar e Pompeu Magno em 46 a.e.c., e a região foi subsequentemente controlada por Augusto Caesar (r. 27 a.e.c - 14 e.c.) depois de 31 a.e.c. A Numídia continuou como província romana após a queda do Império Romano do Ocidente em 476 e.c. Ela se tornou a Prefeitura Pretoriana da África, sob o domínio do Império Romano (Bizantino) do Oriente, após a derrota dos vândalos no norte da África por volta de 534 e.c. e, depois, passou a ser conhecida como o Exarcado da África, permanecendo sob o domínio bizantino.

A cultura dos númidas, sob o domínio romano, se tornou uma cultura diversificada com diversas tradições religiosas. O judaísmo, o cristianismo e a religião nativa dos imazighen antigos aparentam ter coexistido em harmonia ou, ao menos, não há evidências de confrontos religiosos na região durante essa época. A região do Maghreb (o mundo berbere) prosperava, fazendo parte da "cesta de pão de Roma" - fornecia o império com cereais e o exército imperial com cavaleiros mercenários.

A Invasão Árabe

No século VII da era comum, os exércitos árabes iniciaram campanhas de conquistas após o estabelecimento da religião islâmica. Ao passo em que os estudiosos de hoje debatem continuamente se estas campanhas poderiam ser chamadas de jihads ("guerras santas"), com a intenção de, por meio da força, fazer grandes populações se converterem, não há dúvida de que esse tenha sido o resultado final.

A discordância acerca dos árabes estarem ou não estarem interessados em converter por meio da força se dá por causa de certos versículos do Alcorão que desencorajam a prática (2:61; 2:256; 4:93; 16:125, entre outros) mas há outras passagens que a apoiam e encorajam o combate contra os inimigos não-muçulmanos (4:76; 9:5; 9:29; 9:38-39, citando apenas alguns). Também se alega que os muçulmanos árabes não tinham motivos para converterem os outros à força, pois os não muçulmanos eram levados a pagar um imposto (a jizya) para viver entre os muçulmanos e isso era mais lucrativo do que a conversão forçada. Mas, ao mesmo tempo, o controle sobre os recursos e sobre a população de uma região poderia ser algo muito mais lucrativo do que um imposto sobre os não muçulmanos.

Os árabes já haviam conquistado a Mesopotâmia e o Egito por volta de 647 e.c., convertendo a população ao Islã nos séculos seguintes, quando foram em direção ao Magrebe. O Império Bizantino ainda tinha controle sobre Cartago e sobre o Magrebe nessa época e o governante bizantino Conde Gregório, o Patrício, armou defesas contra a invasão. Gregório foi morto na Batalha de Sufetula em 647 e.c. ao sul de Cartago e seu sucessor pagou aos árabes um grande tributo para retornar ao Egito.

Conflitos internos entre as facções árabes impediram que fossem iniciadas outras campanhas até por volta de 665 e.c. A cidade de Kairouan (onde hoje é a Tunísia) foi estabelecida como base das operações militares árabes em cerca de 670 e.c. e, de lá, o general Uqba ibn Nafi (m. 683 e.c.) iniciou suas campanhas em direção à Mauritânia, ao oeste. A localidade foi escolhida por causa da relativa segurança que proporcionava contra os ataques dos imazighen, que já haviam se mobilizado para resistirem aos árabes com táticas de guerrilha. Entretanto, a resistência logo mudaria para uma estratégia de guerra aberta sob a liderança de Aksel da Mauritânia.

A Resistência de Aksel

Aksel armou suas defesas e protegeu seu reinado contra os invasores e partiu para a ofensiva em seguida, os fazendo recuar para fora de suas fronteiras. Aksel era cristão e se converteu ao Islam voluntariamente algum tempo antes pois lhe parecia mais lucrativo. Enquanto a invasão árabe se espalhava e ameaçava sua autonomia, no entanto, ele abandonou a fé e retornou à religião nativa dos imazighen.

Usando a religião nativa como atrativo, ele pôde motivar muitos recrutas a se unirem ao seu exército. Ele foi capturado pelos árabes, mas eles o deixaram vivo, talvez por causa do conhecimento que ele tinha da religião deles ou talvez porque ele tenha fingido ainda ser muçulmano. Sua vida foi poupada, mas ele foi ordenado a dispersar suas tropas e a convertê-las ao Islã. Aksel concordou, foi libertado (ou escapou) e, em seguida, mandou seu exército contra os árabes, derrotando o exército de Uqba e o matando em 683 e.c.

Aksel capitalizou sua vitória expandindo seu território e obtendo mais recrutas, mas foi morto numa batalha contra o líder muçulmano árabe, Hasan ibn al Nu'man, ou em 686 e.c., ou em 688 e.c. Na época, ele pode ter sido sucedido pela sua esposa (ou alguma outra parente) chamada Koceila, que assumiu como rainha. Se Koceila realmente sucedeu Aksel, não foi por muito tempo, pois Kahina já estava no comando do exército por volta de 690 e.c.

O Reino de al-Kahina

Acredita-se que Kahina tenha combatido ao lado de Aksel nos anos 680 e.c. e se demonstrado capaz no campo de batalha. Essa alegação é apoiada pelo fato de que suas tropas a aceitavam como comandante militar competente. Ela logo obteve uma vitória contra Hasan (data desconhecida) e o forçou a recuar. Hasan remobilizou suas tropas e tomou a cidade de Cartago furiosamente em 698 e.c. Agora com o controle das regiões do nordeste, ele atacou Kahina novamente e sofreu uma derrota tão grande que recuou até a Líbia ou o Egito.

Considera-se que o suposto dom de profecia de Kahina a tenha permitido prever como seu oponente comandaria suas tropas, como ele as reforçaria e de que direção eles viriam. Este poder espiritual aparente fez com que alguns a comparassem com a heroína francesa Joana d'Arc (1412 - 1431 e.c.) e ela também tem algumas semelhanças com a vidente Apache nativa norte-americana e guerreira Lozen (cerca de 1840 - 1889 e.c.), que foi capaz de antecipar a cavalaria dos Estados Unidos com o uso de precognição. Dizem que, com o uso de seus poderes, Kahina pode ter ganhado uma terceira vez contra Hasan ou, talvez, de outro exército sob a liderança de outra pessoa, enquanto Hasan ainda estava no Egito ou na Líbia.

Segundo a lenda, durante essa batalha, os números do exército árabe superavam os do exército de Kahina, e ela recuou. Reconhecendo a direção do vento, no entanto, ela ordenou que seu exército incendiasse o solo, para que o vento levasse o fogo até o inimigo. O exército árabe foi forçado a recuar e a terra ficou tão queimada que qualquer outra campanha futura teria de cruzar um descampado que não oferecia recurso algum.

Nesta altura da história dela, há duas narrativas possíveis. Segundo os historiadores e as lendas árabes, a vitória de Kahina com o incêndio deu a ela a ideia de começar a empregar uma estratégia de terra queimada em grande escala. Alega-se que ela acreditava que os árabes se interessavam apenas nas riquezas da terra e que, se ela removesse essas riquezas, eles deixariam seu povo em paz. Assim, ela comandou seu exército a demolir as fortificações, destruir as cidades e vilarejos e derreter o ouro e a prata. Além disso, ela ordenou que os pomares fossem destruídos, as plantações queimadas e, mesmo os jardins particulares, destruídos.

Alega-se que ela tenha empregado essa tática para salvar seu povo, mas para aqueles que viviam nas cidades e nos vilarejos e dependiam das plantações e dos pomares, a política de Kahina foi um desastre. Suas casas e negócios foram destruídos e a única opção oferecida a eles foi a de vagarem como nômades numa região que havia tido grande parte destruída pela guerra, mesmo antes de Kahina ter colocado fogo nela. O ressentimento contra a rainha substituiu a admiração de antes, e muitos dos seus súditos se viraram contra ela.

A outra narrativa possível é de que os historiadores árabes tenham atribuído à Kahina uma tática que se sabe que foi usada pelos exércitos árabes invasores em outros lugares. No Egito, na Líbia e na Mesopotâmia, os conquistadores árabes muçulmanos tinham como método usar a tática de terra queimada para subjugar a população. Portanto, é possível que eles tenham feito o mesmo no norte da África e que os autores da posteridade tenham atribuído a culpa da destruição generalizada à rainha que havia liderado a resistência contra eles.

Então é possível que Hasan ou algum outro comandante tenha dado início à política da terra queimada na África do Norte para desmoralizar o povo - assim como tinham feito em outros lugares - e ela tenha sido eficaz para quebrar a resistência. Aqueles que, antes, apoiavam Kahina abertamente podem não ter sido capazes de continuar com o apoio após terem suas casas e plantações destruídas. Também é possível que, nesta altura, o povo simplesmente visse que a vitória do exército muçulmano era inevitável; a própria Kahina deve ter pensado assim, como é demonstrado pela rendição posterior de seus filhos a Hasan.

A Última Batalha e a Morte de Kahina

As fontes são divergentes acerca de qual general derrotou Kahina: Hasan ou Musa bin Nusayr (falecido em cerca de 716 e.c.). Musa substituiu Hasan como governante da África do Norte, mas não se sabe em que ano. Além disso, Musa tradicionalmente leva o crédito de ter completado a conquista da África do Norte que foi iniciada por Hasan e também por ter recrutado guerreiros imazighen para a sua conquista da Ibéria, o que se deu depois da morte de Kahina.

Então, parece que foi Hasan que, após remontar seu exército depois de ter sido derrotado por Kahina, voltou a encontrá-la uma última vez. Agora, porém, ele estava enfrentando uma oponente muito diferente daquela que o expulsara da África do Norte. Muitos dos aliados anteriores de Kahina haviam passado para o lado de Hasan, ou por causa da tática de terra queimada que os havia desmoralizado, ou por causa de subornos. Um dos filhos de Kahina desertou ou foi capturado e dizem que ele deu informações sobre os planos de batalha de sua mãe.

Ou em 702 ou em 705 e.c., Kahina encontrou Hasan numa batalha. Antes de os exércitos começarem a combater, dizem que ela enviou seus dois outros filhos para o acampamento inimigo para que fossem criados por Hasan como guerreiros muçulmanos. A batalha foi em favor de Hasan desde o início e o exército de Kahina tinha números muito menores, mas lutou bravamente e ganhou a admiração do inimigo.

As narrativas divergem no que diz respeito à morte dela; ela pode ter sido capturada e depois executada ou ter se envenenado, mas a narrativa mais aceita é a de que ela morreu em batalha ao lado de suas tropas, ainda com a espada na mão. Sua cabeça então foi decepada e levada para Hasan como troféu.

Segundo todas as narrativas, Hasan respeitava Kahina como oponente e, os filhos dela, que se converteram ao Islam, foram bem cuidados e viriam a liderar seus próprios exércitos contra outros que resistiam contra a invasão árabe. Por outro lado, o povo de Kahina não se saiu tão bem - de 30.000 a 60.000 deles foram vendidos como escravos pelos conquistadores e mandados para longe de sua terra natal. Pequenos bolsões de resistência permaneceram - e dizem que muitas das esposas dos chefes númidas cometeram suicídio para que não fossem levadas pelos árabes - mas, entre 705 a 750 e.c., a África do Norte estava completamente conquistada e, sua população, converteu-se ao Islã.

Conclusão

A memória de Kahina continuaria viva através dos tratados dos historiadores árabes, principalmente os do grande Ibn Khaldun (1332 - 1406 e.c.), que fez uma compilação de fontes mais antigas. Sua reputação de "Feiticeira Judia" vem principalmente de Ibn Khaldun. Ela permaneceu como figura obscura até que foi apropriada pelos franceses no século XIX, que usavam a história dela para apoiar a iniciativa militar na Argélia: a história de uma rebelde que lutava contra a invasão árabe. Ao mesmo tempo, os imazighen reafirmavam sua reivindicação de que ela era heroína deles; também os árabes nacionalistas da região, de alguma forma, conseguiram encontrar argumentos para afirmar que ela pertencia a eles.

A professora Cynthia Becker da Universidade de Boston comenta:

Desde o século IX, os relatos [de Kahina] foram adotados, transformados e reescritos por diversos grupos sociais e políticos para que promovessem causas como o nacionalismo árabe, os direitos étnicos berberes, o sionismo e o feminismo. No decorrer da história, árabes, berberes, muçulmanos, judeus e escritores colonialistas franceses, desde o historiador medieval Ibn Khaldūn até o escritor moderno argelino Kateb Yacine reescreveram a lenda de Kahina e, no processo, expressaram suas próprias visões da história norte-africana.

Em 2001 e.c., uma estátua de Kahina foi erigida no Parc de Bercy, em Paris. Uma entre muitas estátuas de uma exposição chamada "As Crianças do Mundo" (Les Enfants du Monde). A exposição celebra a diversidade do mundo e a unidade da experiência humana. A estátua foi feita pelo artista Rachid Khimoune, para representar a Argélia. Na própria Argélia, foi erigida uma estátua em 2003 e.c., possivelmente como resposta à obra de Paris, na cidade de Baghai, na província de Khenchela, em honra de Kahina. À medida que seu nome passa a ser mais conhecido, a rainha Dihya al-Kahina dos imazighen inspira não somente seu próprio povo, mas aqueles que honram sua memória e o seu sacrifício pela causa da liberdade.


Fonte: https://historiaislamica.com.br/al-kahina-a-buxa-berbere-que-barrou-as-conquistas-arabes/#:~:text=Kahina%20(do%20s%C3%A9culo%20VII%20e.c.,e%20Dahia%2Dal%2DKahina.&text=Kahina%20derrotou%20Hasan%20e%20o%20expulsou%20da%20regi%C3%A3o%20mais%20de%20uma%20vez.