Conveniência

23/09/2019

A conveniência de algumas marcas em usar das causas sociais, que vem crescendo sociopoliticamente nos últimos anos, como " moeda" e marketing às vezes desmotiva quem vive imerso nesses movimentos. Quem vive dentro, na pele, nos órgãos vitais, nas vísceras, no cabelo, no convívio do dia-a-dia com a sociedade injusta, sabe o quanto dói você não ter representatividade no país que mais mata lgbtq+, negros e mulheres no Mundo, mesmo que tenhamos grande parcela dessas " minorias" em termos populacionais . A conta não fecha quando dizemos minoria, uma vez que, em termos populacionais é uma parcela grande, mas é inversamente proporcional à representatividade em tudo, da política à arte.

Dóis mais ainda quando usam a nossa representatividade apenas para margem de lucros e crescimento na mídia e marketing.

Quando eu modelei em São Paulo, eu cheguei na mesma com trabalho fechado para uma marca nova de lingerie de uma socialite aristocrata , branca e que queria uma negra muito magra com perfil , que na mente deles, eram fashion e para tentar se igualar ao perfil das outras modelos do desfile que eram brancas e magérrimas. Eu estava muito magra, a ponto de ter uma anemia leve, porque queria me enquadrar no mercado da moda, mas depois desse dia, fui vendo o pesar de ser negra e curvilínea( sou magra, mas tenho curvas e estrutura óssea larga). Fui fazer a prova de roupa e me disseram que eu não era negra suficiente e começaram a ligar para outras modelos negras na minha frente como se eu fosse descartável. Eles queriam uma negra de pele retinta só para justificar que tinha uma negra no desfile. A tal da cota no mundo da moda.

Aconteceu a mesma coisa com uma outra marca carioca.

E isso me motivou a fazer minha própria moda e ajudar outras pessoas a entenderem sobre movimento negro no mercado da moda, mas voltando sobre a conveniência do uso da imagem do empoderamento negro, feminino e lgbtq+;

Quando vejo lojas que abraçam a causa do negro na sociedade, eu já pergunto e investigo qual a verdadeira missão dessa loja e se auxilia de verdade na construção da equidade social e descontração dos padrões, inclusive a do feminismo negro, ainda mais as famosas marcas que tem repercussão e rendimento financeiro muito grande. Se for uma missão que vai ao encontro com verdadeiro objetivo de amparo ao movimento negro, eu começa a pensar em "consumir", seja na arte ou nas roupas essa loja/marca.

Então , o que sobra para nós do movimento negro é fortalecer mais ainda esse movimento.

Pesquisem e investiguem sobre a verdadeira missão, plano de marketing dessas lojas/marcas, quem está por trás dos " marketings"da representatividade e saber o verdadeiro propósito de quem os fizeram.

E se for uma loja/marca que use, só por metas, apenas às suas mídias para o bem próprio, não usemos essa mesma marca/loja.

Antigamente, nós seguíamos a tendência branca e européia, só tínhamos essas referências como tendência . Hoje,a tendência segue o comportamento cotidiano e se o comportamento da sociedade for sobre as causas sociais, que a mesma estejam unificadas, fortalecidades e resistentes. Assim, teremos representatividade concreta e legítima nas marcas e lojas

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