Compaixão

23/09/2019

"O poder legislativo nunca aprovará qualquer lei que autorize ou legalize qualquer casamento entre qualquer pessoa branca e um negro ou descendente de negro" - é com essa citação do estatuto antimiscigenação, de 1967, do estado de Virgínia-EUA, na página 36, que eu te convido a ler o livro "Compaixão" da editora @redtapioca.

"Compaixão" conta a história de um homem negro, Walter McMilliam, no corredor da morte. Essa história é narrada pelo autor, o advogado Bryan Stevenson. A narrativa, então, é sobre a vida de um advogado iniciante que tem uma missão em sua profissão, a de promover condições justas de julgamento para aqueles que foram sentenciados à pena de morte.

Walter McMilliam era um homem simples, habitante de uma cidade pequena no sul dos EUA. Era um homem íntegro, com família negra conhecida na cidade. Não era rico, mas também não passavam fome. Era casado e seu único defeito era os diversos casos extraconjugais que mantinha.

Um dia, no início da década de 80, uma mulher branca, também casada, se interessa por McMilliam e ele a esnoba, porque sabe que se envolver com uma mulher branca era perigoso. Depois de muitas investidas da moça, ele se envolve com ela. O marido dela descobre, pede divórcio e a guarda dos filhos com a justificativa de que ela era tão depravada, que se envolvia com homens negros.

O julgamento pela guarda as crianças dura meses e a moça passa a se envolver com um homem branco, traficante de drogas e sociopata mentiroso compulsivo. Durante esses meses, o assassinato de uma outra mulher branca de família respeitada choca a cidade. Então o namorado da ex-amante de Walter, por ser mentiroso compulsivo, assume autoria do caso e envolve Walter no crime.

Sem qualquer julgamento, com uma narrativa de acusação incongruente e testemunhas que atestam que McMilliam estava em casa no dia do assassinato, ele é condenado à pena de morte.

Para saber como essa história real termina, comprem o livro Compaixão, da editora @redtapioca!